terça-feira, 5 de maio de 2009

Europa em Risco !

Recebi recentemente um mail com um artigo que me deixou inquieto e impressionado: são nele explicitadas previsões do que poderá ser o resultado da evolução cultural da sociedade ocidental, em particular da Europa, se nada se fizer já, de imediato, para prevenir.
Nele se aponta ao que as políticas actuais, reflexo da tal “cultura”, poderá conduzir:
- a França, dentro de cerca de 40 anos, será uma “república islâmica”,
- o mesmo acontecendo em vários outros Países da Europa, com destaque para a
Holanda, onde a previsão é para 15 anos !;
- na Rússia, em 2005, havia 1 Islamista em cada 3 habitantes, e
- nos USA, havendo 100 mil em 1970, havia 9 milhões em 2008, sendo a previsão de 50
milhões para daqui a 10 anos !
O mundo está a mudar !
Tal panorama resulta, como é evidente pela sua análise, da conjugação do efeito da invasão do Ocidente por efeito duma imigração descontrolada, com o resultante da diferença de concepção de vida das duas civilizações. As políticas de fomentadas pelos sectores ditos “progressistas”, de tendência laica e socialista (dominante no chamado “mundo ocidental”), têm conduzido, nas duas vertentes, a dois erros fundamentais de estratégia, ambos conducentes à situação revelada, parecendo corresponder a uma estratégia cinicamente concertada.

Por um lado, com o pretexto da luta contra o racismo e xenofobia, gerou-se uma situação de total descontrolo dos fluxos de imigração, fenómeno que há muito me preocupa. Nunca fui racista ! Desde os tempos de estudante que me relacionei, com toda a naturalidade e espontaneidade, e tive, mesmo, amizades com colegas de variadas origens étnicas; cheguei a ter um namorico com uma mulatinha ! Somos dum País de emigrantes, sem que os mesmos tenham alguma vez constituído problema nas comunidades em que se integraram, com a maior naturalidade; mas sou, no entanto, do tempo em que as nossa gentes só iam (para os Brasis, ou para as Áfricas) com “carta de chamada”; ou seja, ninguém ia sem ter alguém, no destino, que lhes garantia condições de vida e trabalho dignas. Não faz sentido receber alguém, se não se pode oferecer o que será desejável para o seu bem-estar. Os desmandos da emigração clandestina acabam por ser maus para quem vem e maus para quem já cá está; tem que ser travados ! Isto não é racismo, mas simples bom-senso ! Ignorar isto e mistificar esta realidade, ou é simples demagogia, ou defesa de interesses inconfessados.

Por outro lado, o segundo erro grave resulta da propagandeada concepção (dita) moderna do papel e importância da mulher: com o pretexto “feminista” da pseudo-defesa das “igualdades de direitos” e da chamada “emancipação”, tem sido intencionalmente secundarizada a sua real importância: o seu papel, essencial e insubstituível, no lar e como mãe; hoje valoriza-se o seu sucesso profissional e ignora-se aquilo em que é indispensável. Tal reflecte-se directamente na fertilidade familiar, com as consequências que todos sabem já. O resultado é tão evidente que os Países mais adiantados estão já arrepiando caminho; está bem à vista: a precariedade das relações conjugais; a instabilidade da instituição familiar; a consequente redução da natalidade; a instabilidade emocional e psíquica de muitos jovens. Nunca, como agora, as mulheres foram tão pouco respeitadas e dignificadas; nunca, com agora, houve tanta gente (especialmente, mulheres) tão pouco realizada e infeliz ! Nesta “cultura”, o conceito de mulher como “fada do lar”, é considerado “retrógrado” e quase ridicularizado !
A mais recente campanha é a do estímulo de integração de mais mulheres na política, como sinal de maturidade democrática ! Não chega o mal que lhes têm feito, já !
É evidente que ninguém nega a importância da defesa da dignidade da mulher e dos seus legítimos direitos; tão pouco, a de habilitá-las com o máximo de capacidades intelectuais e culturais. Muito menos de lhes vedar o acesso, em igualdade de oportunidades, a funções para que se sintam habilitadas, sejam estas profissionais, sociais ou políticas.
O importante será que não seja considerado como secundário e menor o que resulta do seu “dom” específico e a torna inigualável: ser Mãe ! E a questão é que se tem que tomar consciência de que é, quase sempre, difícil ou impossível compatibilizar bem o trabalho e o seu papel na família, sendo desejável que as mulheres façam uma opção consciente e clara sobre o papel que querem assumir.
Não se trata, portanto, de minimizar a sua importância, mas, antes pelo contrário, enaltecer aquilo em que é insubstituível; tentar perverter esta realidade só pode ser estupidez ou, mais uma vez, agir intencionalmente na defesa de interesses, que não os da mulher e da sociedade.

O facto dramático é que da conjugação destes dois erros culturais e políticos, que se conjugam e potenciam reciprocamente, resulta o cenário apresentado: a civilização ocidental, de raiz cultural cristã, poderá estar em risco de soçobrar, se nada se fizer. Isto é tão evidente que custa a aceitar que tal estratégia tenha sido inocente e não tenha resultado de uma “maquiavélica conspiração”.
Aliás, é o próprio Cadafi que o revela e profetiza, quando afirma não ser necessário sacrificar pessoas em acções terroristas e atentados de auto-imolados bombistas, para que, a curto prazo, o “mundo ocidental” seja “islamizado”! Esta é a “revolução silenciosa” que tem sido construída, sub-repticiamente, pelas forças políticas que tem governado esta civilização distraída e anestesiada, longe dos princípios e valores que fundamentaram as suas raízes.
Para distrair, como se tal viesse resolver algum problema real, inventam-se e põem-se na agenda da “comunicação social”, novas atitudes e comportamentos desviantes, que nada virão contribuir para dignificar a sociedade: o facilitismo de relações conjugais efémeras, o abuso duma sexualidade desumanizada, a perversão do sentido do amor, a deturpação do papel e significado da comunidade familiar, a banalização do aborto, a aceitação da homossexualidade; porém, nas civilizações de influência islâmica, tal discussão nem é tolerada, sequer e não será, certamente, o “casamento” dos homossexuais que vai resolver o problema demográfico !

Será esta conquista do ocidente pelo mundo Árabe preocupante ? Será tal importante, ou é-nos indiferente ?! O que será conveniente para o futuro dos nossos filhos e netos: recuperar a cultura (princípios e valores) de raiz cristã, ou adoptar os do Islão ?
Por mim, prefiro, continuo a preferir a cultura e ética cristãs; cada qual que escolha !
Mas esta é a questão que será urgente ponderar.
Estou consciente que levantar estas questões, não é considerado politicamente correcto; corro risco por um imperativo de consciência; tranquilizado pelas garantias que o próprio Cristo nos deixou, estou certo que será, no entanto, necessário fazer inflectir a nossa política 180º !
Afigura-se-me que não será cedo demais !
É este o apelo que se me oferece fazer neste dia, e em homenagem a todas as Mães.

MG 03.05.2009