Os grandes gestores e políticos da actualidade não param de me surpreender. Ouvi, com grande espanto, o Sr. Presidente da Comissão declarar, com toda a naturalidade, que caso o referendo na Irlanda seja desfavorável ao chamado “tratado de Lisboa”, não há “plano B”!
Pensei que fosse bluff, mas comecei a ficar preocupado à medida que fui constatando que a “comunicação social” insistia nesse facto.
Afigura-se-me que quando há um grupo qualquer de entidades que se associam, integrando projectos e objectivos comuns, aceitando regras e procedimentos comuns e visando estratégias comuns para o benefício do conjunto e alguma, de entre elas, não quer aceitar as regras, a solução é fácil: sai do grupo !
Aceitando que a União Europeia é benéfica para os Países que a integram (e que, de certa forma, tal é uma inevitabilidade face à globalização), e que o “tratado de Lisboa” é o mais conveniente (tal como foi amplamente apregoado), não concebo (e custa-me a crer) que se admita que o interesse geral seja comprometido pela vontade de alguém.
Afinal vai haver “plano B”, ou há “jogo na manga” de que se não dá conhecimento aos contribuintes, que são os directamente afectados ?
sexta-feira, 13 de junho de 2008
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