segunda-feira, 16 de março de 2009

Esta "espécie" de "justiça desportiva" !

Esta “espécie” de “justiça desportiva” !

Creio poder ser considerado insuspeito !
Mesmo assim convirá, em relação ao conteúdo deste meu comentário, fazer uma “declaração de princípios” prévia:

- não sou apreciador de “futebol profissional”: sempre tendo praticado variados desportos até à presente data, fi-lo sempre em regime “amador”, dado que só assim entendo a função do desporto numa vida saudável das pessoas; considero o chamado “desporto profissional” a negação do desporto e o futebol, como espectáculo ou circo, um fenómeno estranho, que não entendo a não ser para servir interesses financeiros e políticos que nada tem a ver com a saúde física e mental das gentes; não comprometo o meu tempo e energias, nem arrisco a minha saúde por jogos que raramente tem qualidade e mérito para merecer a nossa atenção. Não critico quem arrisca a sua “adrenalina” com tal “passatempo”, mas prefiro outros hoby's de resultados mais previsíveis ! Deve ser deformação profissional !
- não sou especialmente amante do futebol, ou de outros desportos violentos, que geralmente provocam lesões irreversíveis, de que conheço casos em pessoas próximas, contrariamente ao que deve ser, afinal, o objectivo de qualquer prática desportiva; mas, é uma questão de gosto e vocação, pelo que nada tenho a criticar, tendo um filho cuja actividade desportiva principal é jogar com amigos e, até, um neto “federado” em foot-sall juvenil ! Antes isso que arriscarem a sua felicidade em ambientes que favorecem a sua perda de liberdade !
- também não sou “fanático” por nenhum clube tendo, como cidadão da Invicta e nela vivido e exercido todas as minhas actividades profissionais e sociais e, mesmo vivido próximo das Antas a maior parte da minha existência, natural simpatia pelo FCP; aceito (contrariado), mas custa-me a entender que quem tenha idêntico percurso de vida, possa ter outras simpatias; fraquezas, quase todos podemos ter !
- nunca privei com o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, embora tenhamos sido praticamente vizinhos e o seu filho mais velho fosse amigo de filhos meus e, até, frequentasse a minha casa; cruzamo-nos uma ou duas vezes, ficando-nos por um aceno de cabeça. Não deixo de o considerar, embora uma figura inegavelmente polémica, mas uma referencia emblemática das gentes do “Norte, carago (!)”, divertindo-me com as suas ironias desconcertantes !

Espero assim, com esta introdução, ter justificado que é insuspeita e desprovida de facciosismo a opinião que venho exprimir sobre o sensacionalismo que envolve o (eventual) previsível desfecho do caso do “apito dourado”, segundo o que me apercebi em noticiários recentes !
Tanto quanto sei, como observador sereno e distante do “fenómeno futebolístico”, sempre houve, desde que me conheço, trapalhadas, batota, corrupção, etc., no “futebol profissional”, o que se tem vindo a agravar nos últimos 30 anos e à medida que o mesmo se veio tornando um “negócio chorudo”, envolvendo quantias disparatadamente exorbitantes, alimentando todo o tipo de tráfego de influencias de gente sem escrúpulos. Desde miúdo que tinha interiorizado na minha cultura o significado da expressão “fora o árbitro” ! Tal evidencia que, desde sempre e, certamente com honrosas excepções, tal era a cultura dominante nos “dirigentes desportivos” deste dito “desporto de massas” (massas, no sentido popular e,…no sentido do “vil metal”!), fazendo o que podiam, sendo o “jogo limpo”, apenas na teoria.

Assim, e à semelhança do que referi já por escrito há meses, num artigo que intitulei de “futebol e desportivismo”, volto a enfatizar o juízo formulado sobre o que se chama de “justiça desportiva” !
Não posso deixar de considerar que se forem confirmadas falcatruas, falseando ou influenciando os resultados dos jogos, tal é deplorável e deverá ser objecto de sanção; entendo, no entanto, que só haverá justiça efectiva se forem sujeitos a idênticas penalizações todos os que tiverem, ao longo deste tempo, idênticos procedimentos !
É, para mais, sabido que este caso foi despoletado, empolado e explorado por fontes e interesses de adversários, numa manifestação de muito pouco desportivismo e tendo, ainda por cima e ao que parece, “telhados de vidro” !
Repito (dizendo, como apetece), como o outro: “porqué non te callas ?”!
Haja bom-senso, sentido de justiça e vergonha na cara !

Não posso deixar de referir que fiquei fortemente impressionado com a proclamação de inocência do Sr. Pinto da Costa, jurando pela sua filha; isto parece-me ser muito sério !

MG 15.02.2009

2 comentários:

João Menéres disse...

Sugiro à cabeça que elimines as antipáticas LETRINHAS do filtro.
Por hábito, tudo que me obrigue a perder tempo de uma forma totalmente inútil, vai para o caixote do lixo.
Não farei isso contigo, nem agora, nem nunca.
Mas, esquece essa maçada !

Li com interesse as tuas deambulações acerca da justiça desportiva.
Tema demasiado complexo e fechado de mais para a minha mente de distraído e ocasional passante terrestre. Não vês quantos advogados andam a tentar tapar o sol com uma peneira, não vês quantas juras se fazem por dá cá aquele resultadinho?
Se a JUSTIÇA não vai apurar nada, queres que eu diga o quê?

No futuro, quero ler-te noutros sublinhados, que não nestes.

Machado Guimarães disse...

Viva !
Só agora vi o teu comentário.
Amanhã telefono-te para me explicares o que são as "letrinhas do filtro", para agir como sugeres.
Um abraço
Armando