terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

UM NOVO "CRIME" !

Aprendi ontem, ao assistir ao “prós e contras” que se inventou um novo delito grave: a “homofobia” !
A ala defensora do (chamado) “casamento homossexual”, vindo com a lição bem preparada, esgrimiu, como “arma de arremesso” esta nova acusação: um atentado às “sagradas” liberdades e igualdades; fiquei com a sensação que de que a ala oposta, não preparada para este argumento, apanhada desprevenida, vacilou com a preocupação de evidenciar a sua preocupação de não “segregar” ninguém (o que será, certamente, verdade para quem tem uma cultura humanista), desviando-se a discussão do cerne da questão, que parecia ser o objectivo pretendido pelos primeiros.
Homofobia é um “medo” (irracional, instintivo » portanto, natural) provocando repulsa, aversão ou ódio contra os homosexuais, de que poderá resulta de atitudes ou comportamentos de rejeição ou segregação de pessoas. Levanta-se, assim, a questão de ser um atentado aos “direitos, liberdades e garantias” de pessoas, em geral, e muito mais, se não se consideram “anormais”.

A primeira questão é saber o que é uma “pessoa normal”. Usando uma terminologia técnica relativamente recente e sem recorrer à “curva de Gauss”, o indivíduo “médio” (numa certa característica) é aquele que tem um “percentil” 50: há 50% acima e 50% abaixo. São os que apresentam um maior número de ocorrências, valor que diminui muito quando nos afastamos do “valor médio” (curva em forma de sino), sendo “normais” os que se situam na zona central, com desvios pequenos em relação ao “padrão-médio”, a que correspondem a maioria de ocorrências; são tanto mais “anormais” quanto maiores são os desvios, sendo a sua percentagem sempre reduzida. Tal análise aplica-se a tudo: ao QI, ao peso, à altura ou a quaisquer outras características. Ninguém, sendo normal, corresponde ao “padrão” (alto, loiro e de “olhos azuis” !) em tudo: uns são gordos, outros baixos; uns vêm mal, outros são surdos ! Os que ultrapassam o “desvio padrão”, começam a ter alguma grau de “anormalidade” ou “deficiência” !

A segunda questão será considerar se tais indivíduos podem ou devem ser descriminados ? Sendo inevitável (e natural) que a sua vida social e profissional seja afectada por tal “desvio”, deverá haver um esforço para minimizar tal descriminação; pretender que são “todos iguais”, é pura demagogia e populismo ! Segregar, nunca ; todos e, especialmente quem tem limitações; merecem e necessitam de ser respeitados e do maior carinho e atenção.

Mas, uma coisa é não ser perfeitamente “normal”, e outra, cultivar a aberração; respeitar as pessoas não significa aceitar e incentivar a asneira.
Impressionou-me imenso uma reportagem que vi há já algum tempo sobre “acasalamentos” de “deficientes mentais” e das consequências, especialmente nas reacções e comportamentos de filhos (por vezes, “normais”) resultantes de tais “relações”; a mensagem era parecida: a defesa das “igualdades” (dos diferentes !) e a “beleza” animal de tais relacionamentos e do respeito aos seus “direitos” ! Na peça eram feitos enormes “marabalismos” para provar que tal não afectava apreciavelmente as crianças, sendo evidentes os seus traumas: encobriam, junto de colegas e amigos, a sua origem, evitando a companhia dos progenitores; não deve ser fácil ! No entanto, a peça condenava a sociedade que os segregava ! Não valerá a pena alongar-nos !

Voltando à homofobia, a mesma é normal e natural. Não tenhamos medo das palavras !
É tão natural como a repulsa (instintiva) pelos leprosos ou portadores de Sida ! É uma questão de “defesa natural”; não é crime !
Crime, é cultivar a aberração e incentivá-la com desculpa esfarrapadas, aparentemente com motivações que nada tem a ver com a felicidade efectiva das pessoas !

Parece ser de admitir que a “tendência sexual” siga a “distribuição de Gauss”, havendo uma maioria que se situa dentro dos padrões normais, tendo sido, sempre uma minoria que sai fora, não sendo imperioso que adopte e “assuma” opções homosexuais; só segue tal opção, ou de outros “comportamentos desviantes”, quem tenha uma concepção primária e redutora da “sexualidade humana” e uma visão hedonista da felicidade, pondo o sexo ao serviço do “prazer” (que é legítimo e natural como estímulo sexual para os objectivos reais da “sexualidade humana”). Considero tal opção uma perversão anti-natura indefensável e inaceitável e, conforme afirmei no anterior comentário, admiro os que superam, aceito e respeito os que não conseguem (discretamente), rejeito os que o defendem e condeno ao que o promovem, levando a aderir, por moda, quem não tenha para tal qualquer justificação fisiológica !
A denuncia e rejeição da perversidade não exclui a compreensão e apoio às pessoas, mesmo as que, sendo “normais”, se consideram no direito de fazer opções anormais ! Essa é, e deve ser, não só a posição da Igreja, que só acusa quem continua imbuído de um “anti-clericalismo primário”, como de qualquer outra instituição com princípios e objectivos humanistas: não condenar nem rejeitar pessoas (essa deve ser a atitude de quem consegue superar a natural e espontânea reacção de “homofobia”, o que é mais fácil para “almas de eleição”, como a Madre Teresa de Calcutá), mas denunciar o erro.

Quando não há razão, vem-se esgrimir com os “sagrados princípios” da Revolução Francesa, com as suas utopias demagógicas: “igualdade” (não existiu nunca, nem seria justa; só a de oportunidades!), “liberdade” (que não há, pois todos dependemos de todos e do “meio”!) e “fraternidade” (só decorrente da percepção de “um outro Amor”, que Cristo – o “revolucionário”- veio, propor e pregar, e nunca alcançável pelas modernas “lutas”).
Não tenhamos medo da palavras e,…
haja bom-senso !


MG 17.02.2009

Sem comentários: